sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A GENTE NÃO ESTÁ SOZINHO!

Para realização das ações que propomos e concretizamos, contamos com o apoio e a disponibilidade dos jovens estudantes universitários e ativistas comunitários. Sabemos da importância de articulação e que o trabalho frente a questões socioambientais são processuais que necessitam de um trabalho coletivo. Com base nisso fechamos parcerias inclusive com a escola que forneceu o espaço para realizarmos oficinas e com a rádio comunitária que divulgou grande parte do nosso trabalho e esse foi um dos pontos fortes desse processo, fazermos chegar a informação por meio de ferramentas comunitárias até a população local. Acredito no pontencial mobilizador do jovem, acho que foi por isso que topei me tornar um guerreiro sem armas desde quando adentrei nos movimentos socias. Acredito que o grande desafio proposto na atualidade seja inserir a juventude nas contruções sociais  e politicas locais, além de desvencilhar-se da cultura materialista que predominante na atual sociedade, frente ao apelo da midia para o consumo desenfreado e esquecimento do real papel que caracteriza o jovem que é a importancia do SER ao invés do TER. Hoje me sinto muito contente ao ver que grande parte dos jovens estão adentrando em espaços de construções politicas que veem desenvolvendo um papel decisivo na busca por outro mundo sonhado por todos.



*GRANDES IDÉIAS NASCEM PEQUENAS CAUSAS*

GET TO WORK (Mãos ao Trabalho)
Perto da minha casa, existe um posto de saúde e uma escola da rede pública de ensino, que se chama EMEIF Martinz de Aguiar, de frente para o posto tem um lixão, onde sempre a prefeitura limpa, mas como não existe um trabalho de sensibilização ambiental  e as pessoas não teem noção do impacto de tais ações, até então não consegui enxergar algum resultado com relação a isso. Tentei pensar numa metodologia para começar esse trabalho de sensibilização ambiental, junto as pessoas da minha comunidade, mas pouco consegui contruir sozinho. Gostando muito de trabalhar com a juventude por acreditar no potencial transformador do jovem, pensei em convidar alguns colegas da comunidade e da universidade para juntos tentarmos juntar o saber popular com o saber academico e consolidarmos uma ação estratégica de trabalho. No dia 15/11 sentamos coletivamente e fechamos uma metodologia. Estiveram na reunião alguns amigos universitários que foram: 2 estudantes de economia doméstica, 1 estudante de engenharia ambiental, 1 de gestão ambiental e uma estudante de comunicação social. Também convidei amigos ativistas da comunidade, como os meninos que dançam Hip-Hop, as mulheres que dançam tambor de criola e pessoas interessadas na solução da questão, que inclusive não eram poucas .
O público-alvo que resolvemos trabalhar foram jovens que estudam na Escola Martinz de Aguiar que está situada ao lado do posto próximo ao lixão e com o apoio e suporte de pessoas da comunidade trabalhamos coletivamente.

PENSAMOS NA SEGUINTE METODOLOGIA:

1. OFICINA DE SENSILIZAÇÃO AMBIENTAL 

  • Apresentação
Dinâmica Círculo de luz e lugar onde canta seu coração
Objetivo: centralização e foco no momento presente, ativar a concentração e energia do grupo para os trabalhos. Conhecer todos e todas identificando esse lugar que está dentro e fora de cada um. Perceber-se como Terra.
  • Acordo de convivência
Objetivo: Construir as regras de convivência e comportamento para o grupo.
  • Fala de Contexto – Mudanças Ambientais Globais
Objetivo: Apresentar o processo de evolução global e impacto ambiental e qual o papel da juventude frente a esse processo.
  • Dores do Mundo – Foto palavra
Objetivo: levar os participantes a sentirem as dores do mundo e assim sensibilizar para encontrar soluções para os problemas ambientais, analisando o mundo em que vivemos e as nossas atitudes perante ele, discutindo como podemos contribuir para salvaguardar o planeta terra.
PERGUNTAS NORTEADORAS: Que mundo Temos? Que mundo queremos? (pensar no global e no local)
Divisão de grupos
Construção de um Globo-painel a partir de imagens com o mundo que queremos e com as dores do mundo (problemas ambientais, guerras e etc);
Apresentação e discussão. 

 2. OFICINA DE EDUCOMUNICAÇÃO 
Objetivo: Divulgação do impacto ambiental causado pela ação do acumulo do lixo no local e do consumo desenfreado. Para isso pensamos em trabalhar com jornal-mural, spots de rádio para divulgarmos nas rádios comunitárias, fanzine como informativo circular e as meninas resolveram trabalhar com percussão corporal, para que junto realizassimos uma ação final como uma dança coletiva na Praça central.

Grupos de Trabalho:

1.Jornal-Mural;

2.Spots de Rádio para divulgação nas rádios comunitárias;

3.Fanzine para sensibilização circular;

Apesar de estar com o tempo muito corrido e ser tão complicado conciliar agendas, só conseguimos concluir a ação no dia 22/11 sexta-feira, trabalhamos toda semana com os jovens da escola no turno da tarde e no ultimo dia realizamos essa dança coletiva para o fechamento das atividades, lembrando que os materiais produzidos na oficina foram disponibilizados na comunidade e divulgados na rádio comunitária, agora é hora de esperarmos os resultados, uma vez que entendemos que pra cada AÇÃO existe uma REAÇÃO.




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